dizem que a sua lista de contatos é um dos bens mais preciosos que você constrói em sua vida. acredito médio nisso, por isso mantenho vivo meu orkut. além desta finalidade, a troca fácil de mensagens e a troca de informações em comunidades me interessam. mas ao contrário de outros, não acho que participar do orkut é essencial.
contanto que muitos não tenham estas mesmas idéias minhas, encontrar alguém é fácil se eu pedir pra alguém que tem orkut fazer isto pra mim, ou criar um orkut de emergência. o mesmo pode ser aplicado a informações, as quais também são encontradas em foruns. e mensagens são bem mais ágeis e precisas se mandadas por email ou msn.
o negócio é que no orkut você – e eu estou nessa – cria um personagem bem lindo: as melhores fotos, informações colhidas a dedos, comunidades interessantes. as pessoas “se soltam” e te elogiam e dizem que te amam. enfim, todos os walking clichês do mundo reunidos no maracanã dos clichês. é por isso que eu me irrito e tento ser o mais objetiva possível, porque chega uma hora que dá vontade é de ficar fazendo piada ácida na cara dura. mas claro que, devagar, com a dose…
eu não entendo pra que essa ditadura das cores neutras para o carro. não sei por que ainda não inventaram, como estratégia de marketing, uma pintura que você faz ao comprar o carro pra personalizá-lo. afinal, já que não há nada mais capitalista que um carro, por que não enfiar o pé na jaca na individualidade?
verde abacate, azul claro 70’s, amarelo, rosa, roxo e todas estas cores que você nunca vê. também de bolinhas, listrinhas, xadrez, estampadinho de flores, nuvens, empadinhas! qualquer coisa menos carros cinza metálicos!
é por isso que amei estes capacetes do designer Jérome Coste. Mesmo que eu e motos andemos em caminhos diferentes, capacete preto pros meninos e rosa pras meninas não tá com nada, néam?
é conhecido da galera que eu não sou chegada em sangue, essas paradas. evito tarantino e algumas outras coisas, porque me matam de agonia. sangue em mim também não rola, toda vez a minha vista escurece. daí quando vou tirar sangue, né, é aquela pressão.
hoje fui com mãe e vó, todas tirar sangue. eu, pela ordem natural dos fatos, a última. isto é, demorou demais, passou do ponto do medo.
estiquei o braço direito e esse foi meu mal. eu fui preparada pra tirar do braço esquerdo! repassei mil vezes a sequência com eu dando a mão direita à minha mãe. daê, né, todo mundo sabe o resto: eu de mal jeito agarrada à cintura de mainha, não doeu, mas a respiração fraquejou, escureceu tudo, não passava, a moça, simpática, me disse pra ir pra uma cadeira melhor e eu achava que não dava, mas quem era eu senão um caco sem luz, daí no caminho não dava, senti uma pessoa me carregando, tava ruim de respirar e a cabeça não tava voltando, tudo formigando, senti me sentando numa cadeira, pedindo pra pegar banquinho e colocar os pés, perguntando se eu tomava café, tomei e não passava, eu não voltando e com medo de ir de vez e só sentir o desfibrilador no peito. mas foi passando e eu disse que tava ok e realmente tava ok e fui embora com elas, mainha agoniada doida exagerada do susto.
pior vez ever de tiração de sangue, não tinha chegado a cair, ainda. nem tava com medo também, não sei o que aconteceu. ah, sei, foi o braço direito.
para se obter o visto de estudos para portugal, é muito simples. é só escanear toda a sua vida, reconhecer a firma dela, xerocar e depois autenticar.
minha cabeça ainda tá meio atordoada das mil coisas que andei fazendo por hoje e tudo que falta fazer. já fiz mil listas, mas a que melhor organizou meus compromissos foi a seguinte:
só hoje, fui em 3 cartórios diferentes e gastei 25 reais só em burocracia e isso é só o começo. faltam alguns documentos e ainda terei de desembolsar a bagatela de 280 e poucos reais para obter o visto.
são muitas as minhas queixas com toda a burocracia, por que portugal faz isso com a gente se pra explorar foi só chegar e blablabla mas o ponto está no papel dos cartórios.
essa história de reconhecer firma, pelo que eu vi, é meio piada. o cara olha assim por cima a assinatura, compara rápido pra dizer que pelo menos olhou e coloca o selinho para reconhecer. para autenticar piorou, ele só quer o original pra embargar se você por acaso só levar a xerox, porque sequer olha pra ela. então no fim das contas, um lugar que deveria ser, sei lá, pra preservar a segurança e autenticidade de documentos é na verdade o império da burrocracia.
de mim eu tenho tanta coisa pra falar: de como eu fiquei impressionada com o prédio da sudene, de como eu piorei da gripe, de como eu e diogo vimos alguém – ao que parece – atropelar um cavalo, de como um filme aparentemente brega e ruim – paixão à flor da pele – tem uma trilha incrível e está me deixando morta de vontade de ver.´
mas só o que eu conseguirei falar de mim agora é que neste momento, eu pela primeira vez estou sentindo um gostinho que se pareça com o antigo gosto de férias. esse se sentir meio vazio e não saber muito o que fazer, vendo mil possibilidades à frente. daí a chuvinha dá o tom, pra você se situar que é julho.
vejam que graça este vestido que se auto colore com o tempo. para quem não entendeu, trata-se de um vestido branco com pequenos bolsos em que se colocam hidrocores sem tampa.
na verdade ele tá mais para obra de arte, e foi exposto numa exposição de design em Turim pelo designer Fernando Brízio.
um dos meus muitos vícios internéticos é o de visitar o fredflare.com
é uma loja virtual que vende muita tranqueira colorida e com temas divertidos. já passei perto muitas vezes de comprar e enviar pra qualquer um nos eua que pudesse trazer pra mim, mas nunca o fiz, pois eles não entregam no brasil.
o fred flare tem mil coisas legais e a que eu descobri mais recentemente, é um concurso entre os designers de alguns dos produtos que eles vendem lá. dentre estes, está a estilista da playground people, uma marca bem irreverente daqui do brasil, com o thermal com relógios e triângulos estampados.
isto mostra não só a qualidade do trabalho brasileiro, como também o cuidado em promover e incentivar o design por parte da loja. não são só trabalhos de design legais produzidos na china e criados por anônimos. são trabalhos de design legais produzidos na china mas cujos donos são revelados e incentivados a produzir mais e melhor