Entradas do Outubro 2009

BOOGIE

J00000010UTC 13, 2007 · Deixe um comentário

eu sempre penso em usar frases legais de música na minha vida. e em camiseta é uma solução óbvia de tão eficiente porque a. você usa a frase, b. você faz “piadinha interna” com quem também gosta da música, c. você usa “camisa de banda” sem parecer que tá usando uma, daí os chatos te ignoram porque pensam que é uma camisa da c&a standard.

a diferença pras camisas da c&a é que a fonte não é grunge, o texto não foi escrito em tinta puff nem foi colocado em warp text. é a frase em seu modo puro, preto e tipográfico (rs).

SUNSHINE

fica o exemplo odo que eu tô falando nessa estampa imaginária que fiz pra representar as goodvibes do dia de hoje.  abaixo a música correspondente.

lembrei também dessa estampa que fiz há séculos pra cadeira de serigrafia, mas nunca imprimi numa camiseta. como vocês podem perceber, a pessoa não precisa ser muito esperta pra sacar as músicas até porque as piadas não são tão internas assim. “:B

disarm

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boys erasmus

J00000010UTC 13, 2007 · 2 Comentários

ilustração boys pequeno

essa ilustração foi publicada no suplemento pernambuco deste mês de outubro, ainda o número 43. faltam ainda mostrar alguns outros trabalhos que foram publicadas, mas tô guardando na manga já que foram os últimos.

detalhe boys

 

e o  título do post é como eu sempre chamo essa ilustração, usando a expressão de filipe. ele atraía a galera pra boate boys ‘r’ us chamando ela de boys erasmus. quem já fez intercâmbio sabe que basta adicionar a palavra erasmus em qualquer evento pros estudantes estrangeiros endoidarem. daí suponho que a super sacada do gacto surgiu assim:

boys’r'us hoje?
ir pra onde? boys erasmus?

(plim!) éééé, boys erasmus!

é tão genial quanto o nome da própria boate, trocadilho com a famosa rede de lojas de brinquedos toys “r” us. no fim do semestre a gente já tinha encurtado o nome dela pra boyzs.

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simultâneo

J00000010UTC 13, 2007 · 3 Comentários

acabei de entrar no blog de maya e tentei colocar um comentário em miramar II, seu post sobre aquele projeto lindo dela, de suas indagações de viajante sobre espaço, tempo, pertencimento.  não deu, acusou que ela tinha desabilitado comentários.

mudei de janela e a zero minutos tinha chegado um email fofíssimo dela para mim e para outros que a ajudaram no projeto, exibindo o resultado do trabalho. sem mentiras, foi simultâneo mais uma vez, ela me olhava e eu olhava ela.

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jason thielke

J00000010UTC 13, 2007 · 2 Comentários

eu adoro esse cara e nem precisa eu justificar o porquê. juro que não é porque ele fez essa ilustração que, quanto mais eu olho, mais eu tenho certeza que ele me desenhou:

talvez seja porque além de desenhos lindos, ele experimenta que só, tipo:

desenho cortado a laser

desenho cortado a laser

gravação a laser em matriz de água forte

gravação a laser em matriz de laca

daí resolvi me inspirar no cara pra fazer um trabalho de cianotipia:

amelie pequena

quem sabe um tico o que é cianotipia deve ter notado que minha experiência iria fracassar, porque o desenho com  caneta marcadora pra cd não isolaria perfeitamente a luz. assim, a minha amélie cianotípica foi fadada a nascer sem contraste,  sem contar com os outros fail que poderiam acontecer.

quando a amélie foi revelada, vi que a minha cianotipia nem ciano ficou! e no papel ainda apareceram manchas que eu vou morrer jurando terem sido opções estilísticas: fiz uma cianotipia lomo, com direito a vinheta e tudo.

mas eu até que gosto dela e do fantasma da flor que eu coloquei por cima do desenho

mas eu até que gosto dela e do fantasma da flor que eu coloquei por cima do desenho

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lollita

J00000010UTC 13, 2007 · 1 Comentário

exercício 2 de design de tipos: criar um set de caixa alta + caixa baixa + números no site fontstruct.
fiz  a fonte lollita, que é exatamente uma fonte (quase) cursiva feita a partir de blocos, isto é, ela emula movimentos caligráficos com uma pena mas em movimentos retos, os permitidos pelo site.

fonte

daí era pra fazer um cartaz contendo o alfabeto e um “design”. parti pro lado de ilustração e hoje, depois do trabalho impresso e a duas horas de ir pra faculdade, percebi que não tinha uma palavra escrita com a lollita.  resolvi então fazer um adendo, um livretinho com umas coisas escritas pra mostrar como ficava a fonte e terminei gostando mais do livretinho que de tudo, cartaz e fonte.

cartaz

livreto

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jegue johnson

J00000010UTC 13, 2007 · 1 Comentário

lettering

super brega a frase, eu sei, mas ela se explica pela tentativa mais ou menos fail de misturar as tintas das penas. tá quase o concurso jegue johnson PE: a frase x a técnica mal sucedida de criar um degradê de tintas x arasbesquinhos.

no fim das contas é só pra mostrar umas brincadeiras com as minhas peninhas da piloto, que agora estão turbinadas com cores! muito legal pra quem quer mexer com pontas chanfradas sem se melar, já que o reservatório de nanquin fica por dentro, como uma caneta normal. eu tenho a de 1,5mm e a de 2,4mm, mas existe também as de 3,8mm e 6mm.

no mais, retiro o que disse do fontstruct. quer dizer, retiro não, pois não é culpa dele eu tá apanhando na fonte que tô fazendo inspirada nesse alfabeto aí. embaixo uma amostrinha da peleja, a etiqueta que o quick brown fox colocará nos livros do ano que vem.

fonte-mins

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boi/vaca II – no PERNAMBUCO

J00000010UTC 13, 2007 · 3 Comentários

a realidade é um sentimento. ao ler o verso 2 do livro de adolfo montejo navas, não tinha como não o escolher  pra formar o boi, né?

olho pedras pensadas

um novo olhar é a seção do pernambuco que traz o trabalho gráfico de alguém sobre alguma obra literária. daí esse mês (pernambuco nº 43) convidaram meu cartaz pra participar. o texto tá assinado por diogo e ele falando assim até parece uma coisa importante. a designer renata cadena…

texto pedras pensadas menor

só sei que, pelo menos pra mim, esse trabalho é especial. logo, o meu conselho é que vocês façam uma visitinha nos aparelhos culturais do pátio de são pedro (mamam no pátio, casa do carnaval, museu chico science, museu luiz gonzaga, cefav, centro de design do recife), amolem um alicate, tomem um guaraná e passem no centro de design pra ver a exposição e pegar um cartaz pra vocês. ou comprem um pernambuco, que é um jornal de altíssima qualidade gráfica e conteúdo e custa apenas r$2 nas bancas. ou, por último, cliquem aqui pra fazer download da página inteira do pernambuco.

clique no cartaz e faça o download da página do suplemento

versão com a chapa amarela do livro de virgulino e uma das versões mais oficiais dentre as muitas

detalhe do desenho

detalhe do desenho

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a história do boi que virou vaca

J00000010UTC 13, 2007 · 5 Comentários

foto tirada do flickr do centro de design do recife

foto tirada do flickr do centro de design do recife

a rapeize na oficina expressão em cartaz, ministrada por rico lins, no começo de agosto. foi fera!

o intuito não era aprender a fazer cartaz (dã), era discutir sobre o tema com o mestre do cartaz no brasil. logo de cara ele deu  duas limitações: de tema– sorteados entre pânico, território, mobilidade, tempo ou crise– e de técnica – o cartaz deveria ser todo feito manualmente.  eu fiquei com território e escolhi falar de geopolítica usando uma metáfora com o boi, que também tem suas partes de valor. rico gostou da idéia e sugeriu que eu tratasse de temas mais pessoais, trazer essas divisões pro âmbito do sentimento.

cartaz em produção

cartaz em produção

o que eu fiz? peguei uma imagem de anatomia muscular do boi na internet, dei um alto contraste e imprimi numas 4 folhas de a4. a imagem era massa e caso nada desse certo, só pintar o boi de colorido já tava valendo, dava um peso danado. mas eu tava com uma idéia inspirada no trabalho de suzane treister, que eu tinha conhecido dias antes e ainda tava na cabeça. faltava só o texto, que eu encontrei esperando diogo tomar banho. o livro pedras pensadas, de adolfo montejo navas era lindo e caiu como uma luva para o que eu queria: falar de sentimento, escrevendo num boi, sobre territórios geopolíticos!

baca mini

daí quis nem saber, o cartaz ficou preto no branco mesmo. nelito, da continente, me ajudou a escanear o papel vegetal onde eu tinha decalcado vários versos do livro sobre as fibras musculares do boi. e o meu intuito era o boi bem simples pra eu poder aloprar na gráfica, usando todos os recursos de produção gráfica que nos tinham prometido. e aloprei, fizemos variações e combinações:
impressão em papel offset,
impressão em papel kraft,
impressão do boi em preto,
impressão de dois bois pretos em 69,
impressão de um boi preto e um boi vermelho em 69,
impressão em amarelo de uma chapa do livro de virgulino,
impressão de um sol de hotstamping na barriga, na cabeça, nas tetas,
corte com a faca de corte de aspa que damião usou no cartaz dele,
impressão de uma moldura florida de verniz (eu queria muito uma versão desse cartaz do verniz, mas perdeu-se)

ps: eu (dir) não sou feia assim, foi a câmera peba de damião (esq)

ps: eu (dir) não sou feia assim, foi a câmera peba de damião (esq)

os cartazes produzidos na oficina foram expostos numa pequena exposição centro de design do recife, que acho que ainda tá por lá (fica no pátio de são pedro). a gente teve de dar um nome à obra, e eu chamei o meu de boi vaca, porque ao colocar o hotstamping nas tetas percebi que o que eu tinha chamado – e ainda chamo – de boi o tempo inteiro, era uma vaca. o legal é que cópias dos cartazes impressos em offset estão sendo distribuídos na exposição! agora só falta ser impresso o catálogo documentando tudo que aconteceu na oficina e quando ele sair, coloco por aqui.

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