a embalagem do sonho de valsa é tão bonita que é um sacrilégio jogar fora. amarrando-a, apenas, pensei em fazer de acessório, broche talvez. mas como tenho uma base de anel, enfiei por dentro do meu nó e virou um anel lindo, que mostro abaixo.
achei tão legal que quis mostrar, mas sem me mostrar. pensei em usar um livro e, estando esse conversas com paul rand por perto, escolhi por causa dos tons. perfeito. mas o livro é tão legal, né? não terminei de ler ainda, mas sinto que qualquer parte dele poderia ser um bom cenário pra mostrar as vistas do anel… um projeto típico de elaine ramos – a responsável pela maioria dos livros lindos da cosac naify –, que nesse caso usou apenas pantone rosa e verde no miolo, abusando de chapadões alternados das duas cores.
daí falar de elaine ramos me lembra que eu também queria comentar o projeto do cd de zé miguel wisnik, que fucei nesse fim de semana e achei genial. ela acertou muito neste projeto, que tem dois volumes, um em kraft e outro em turquesa com acabamento brilhoso. como estava desmontado quando peguei, foi tipo um estalo sacar que os dois eram partes do mesmo cd, unidos por um ímã. indivisível, o nome do disco.

imagem retirada do blog do ronaldo evangelista no site da uol
o encarte dentro da caixa azul é em kraft e vice-versa. e só descobri por dentro que as ‘bandeirinhas’ nos grafismos da capa são as iniciais do músico. gênia.
gosto dos trabalhos de elaine porque estão cheios de referências atuais mas com um feeling bem dela, sem cair numa repetição de modismos como o que se vê demais pela internet (e que é assunto para outro post).






