Arquivo da categoria: fail-renata

situações padrão da minha vida de todo mundo

na minha casa há flores lindas

sexta resolvi fotografar umas flores lindíssimas que tem na minha casa. com a minha olympus om30, que nunca havia funcionado propriamente – ela, às vezes, travava e superexpunha tudo – mas que havia recentemente voltado do conserto.

postei as flores embaixo da samambaia, o lugar que recebia uma nesga de luz. fiz todas as mugangas referentes a fotografar com uma reflex analógica, pensei em tudo. e na hora crucial do clique, a porra da câmera me mostrou não estar bem ainda e simplesmente travou. me frustrei muinto.

fiquei tão puta que, depois de desistida, recoloquei o vaso no lugar, setei a digital no modo digital as mesmas condições que utilizaria na outra e eis a foto vingada. claro que sem os grãos, as cores e o charme do filme. mas enfim.

tchuchucas

março passou e eu necas de comentar da minha ilustração pra continente #111. foi pra um artigo fera de fabiana moraes sobre o feminismo (aspas entre parênteses) de funkeiras como valesca popuzuda e tati quebra-barraco.

aconteceu com esse job duas situações comuns à vida do designer: retrabalho (a primeira solução que apresentei não foi aceita) e modificação da forma pra se adequar à função (é só comparar as ilustrações). falo isso não como lamento, mas como constatação de que são minoria os trabalhos intocáveis. e que o volume destes é proporcional à sua experiência. também queria dizer que essa ilustração acima nunca existiu. eu a materializei para que vocês vissem o que só eu via, porque ela tava no mundo imaginário dos projetos de design como você queria que eles fossem.

e eu, que comecei esse post sem nenhuma intenção de estabelecer uma metáfora forçada sobre ser designer e ter rebolado, terminei comprovando por que meu design é tão apalpável. (pfff) (rs)

hoje

fim de estagio

acordei cedo, tomei  banho, coloquei uma roupa de sair e entrei no meu quarto.
começou o expediente em meu mais novo escritório.

brincadeira. mas não deixa de ser. saí ontem do estágio na revista continente, onde fiquei por seis meses e fiz grandes amizades. sair do estágio é como morrer: você nunca se despede de todo mundo, alguns acreditam na sua volta e todos têm palavras doces sobre você no dia seguinte, esquecendo por um momento todas as merdas que você fez.

e se a vida após a morte for fazer um pibic com dedicação exclusiva, sem muita gente pra conversar e sobre algo meio complicado, eu diria que estou no purgatório. mas claro, com dedicação e cheio de esperanças de chegar no céu.

bem, metáforas à parte (porque eu começo a viajar mesmo, nesse momento estou pensando quem seria são pedro), o meu the office agora é outro: saí do ramo dos papéis e entrei no das monografias e dos frilinhas de vez em quando.

stopmotion tipográfico

stop motion fuderoso feito pelos alunos da universidade americana brigham young university para o 5º typophile film festival. AMEI a animação, que fala sobre os 5 sentidos. o mais legal é que tudo nela é real, fotografado frame a frame.

isso me lembra (de longe, de muuuuuito longe) a animação que fizemos para a cadeira de design e movimento, semestre passado. peço para que não reparem que está terrível: foi animado em uma noite e no photoshop, mas valeu a intenção.

este blog

escrevi todo um discurso de inauguração de virada editorial do texturas e logo logo esse micro textinho virará um novo discurso. bem, chega o momento em que minhas coorporações internéticas estão se reunindo sob um só comando, que será aqui.

passamento

é conhecido da galera que eu não sou chegada em sangue, essas paradas. evito tarantino e algumas outras coisas, porque me matam de agonia. sangue em mim também não rola, toda vez a minha vista escurece. daí quando vou tirar sangue, né, é aquela pressão.

hoje fui com mãe e vó, todas tirar sangue. eu, pela ordem natural dos fatos, a última. isto é, demorou demais, passou do ponto do medo.

estiquei o braço direito e esse foi meu mal. eu fui preparada pra tirar do braço esquerdo! repassei mil vezes a sequência com eu dando a mão direita à minha mãe. daê, né, todo mundo sabe o resto: eu de mal jeito agarrada à cintura de mainha, não doeu, mas a respiração fraquejou, escureceu tudo, não passava, a moça, simpática, me disse pra ir pra uma cadeira melhor e eu achava que não dava, mas quem era eu senão um caco sem luz, daí no caminho não dava, senti uma pessoa me carregando, tava ruim de respirar e a cabeça não tava voltando, tudo formigando, senti me sentando numa cadeira, pedindo pra pegar banquinho e colocar os pés, perguntando se eu tomava café, tomei e não passava, eu não voltando e com medo de ir de vez e só sentir o desfibrilador no peito. mas foi passando e eu disse que tava ok e realmente tava ok e fui embora com elas, mainha agoniada doida exagerada do susto.

pior vez ever de tiração de sangue, não tinha chegado a cair, ainda. nem tava com medo também, não sei o que aconteceu. ah, sei, foi o braço direito.

uê uê, ça va

ça va que o dia acabou depois de greve de ônibus, protesto de famílias a serem despejadas, broncas no trabalho, trânsito infernal, um cansaço imenso de uma semana pesada;
se eu descrevesse como me sinto diria que tô me procurando dentro de mim, porque parece que eu fui tragada pelos meus próprios pensamentos e perdi contato com a nave mãe. qualquer esforço pra organizar uma idéia seria inútil.

e agora pra afundar tudo estou com uma música que sei pela metade na cabeça. isso é quase sempre uma lavagem cerebral, porque você fica repetindo mil vezes o trecho que sabe. por isso o melhor a fazer é aprender a música pelo letras.terra e ouvir cadenciando letra e música até decorar ela toda. daí a quenga num instante passa pra cabeça de outrem.
não quero nem mesmo fazer o download porque tô com preguiça de pensar em que pasta guardaria essa música.

entre ___ e coronéis
e a poeira assentar no chão
____ o salão
o malandro é o ladrão da maré

sério

me segurem.

a minha teoria é que a combinação explosiva é um sem noção + um estilão. E é verdade, né não?

Eu me enquadro no grupo dos sem noção. Não tenho limites e penso que posso falar qualquer coisa. Se eu tiver um mínimo de intimidade com a pessoa, já era: vai sair uma piada que a pessoa não vai gostar, aí danosse. Principalmente praquelas pessoas que não entendem brincadeira – vulgo estilões – eu devo ser o ó do borogodó.

E o pior é que eu demonstro que gosto de alguém assim, tirando brincadeiras pesadas com ela. Daí quem não gostar vai dar uma egípcia em mim e eu com uma cara de “falei merda”. :~ É o ciclo de sentir intimidade + gostar = falar merda => magoar. Aí no fim das contas percebo que todas as pessoas de quem gosto mais são sem noção, por serem imunes a esta de sair fazendo biquinho.

Outro postulado: aqueles que vêem maldade onde não há, principalmente quando você  “nem foi sem noção ainda, pô” = frescos =  maior ódio dos sem noção.