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células velhas

falando sobre um antigo trabalho como uma ideia para um novo, fui procurá-lo neste blog e cadê?

fui catar meus suplementos antigos, mas não achei o que continha essa ilustração. pela última data de modificação do arquivo pelos meus cálculos, ela foi publicada em abril do ano passado. então perdoem o delay de um ano.

vou tentar nestes dias resgatas alguns trabalhos de um ano pra cá, pra desmentir os boatos de que há uma idade média instaurada neste blog.

info

todo mundo gosta de infográfico, mas quem é ‘de design da informação‘ gosta ainda mais. pensar que a organização visual dos conteúdos pode ajudar as pessoas a apreendê-los mais facilmente é quase uma filosofia de vida. (pelo menos é para mim)

por essas e outras que fazer infográficos é um desafio delicioso. primeiro porque há muito precedente bom por aí, daí nunca se parte do zero. posso dar mil exemplos, mas vou pegar mídias diversas: o blog infografiria traz principalmente infográficos de revistas; o portal terra tem infográficos divertidos e em páginas, como no caso deste em comemoração dos 30 anos de macaulay culkin; e os lindos infográficos da folha de são paulo, como esse dungômetro de renata steffen.

prosseguindo com demonstrações do trabalho que venho fazendo no JC, eis a revista de imóveis que fiz com erika simona. com erika ficou a diagramação, num projeto gráfico que é dela e de césar mafra.

eu fiquei no suporte imagético (pra não admitir que não fiz nada e fiquei com outras incumbências do trabalho), isto é, fiz uma ilustração e um infografiquinho.

aplicação da ilustração na página e zoom dela, abaixo. a matéria é sobre administração de condomínios.

a seguir são páginas da matéria sobre o crescimento imobiliário do recife, com o infográfico no fim.

e, abaixo, detalhe do infográfico sobre a distribuição dos lançamentos e das vendas por bairro. edward tufte, o mago do information design, provavelmente acharia mil defeitos. mas como o site dele não é lá muito organizado, vou admitir que tô orgulhosa do meu 3d de illustrator. :B

algeminhas

o que eu tenho feito recentemente é uma linguagem gráfica que não vai muito além do verbal-numérico em linear interrompido – em outras palavras, texto, da maneira mais chata que tem – o que não interessa muito a um blog imagético como este. rs.

MANS como eu resolvi desopilar no mercado, estou me empenhando no JC, o que também, geralmente, não vai muito além do trivial. semana passada, contudo, saiu a Direito em Revista, que tem ilustração minha pra matéria de Júlia Nogueira sobre Direito na Web.

detalhe pra correntinha tipográfica – o que foi mais um facilitador do que uma escolha estétiva, vejam só que sabida.  :B

pras coisas que eu deixei

como eu não gosto muito de lamentos, vou pular a parte que eu fiquei fora por uns 4 meses sem dar satisfação a ninguém, ok?

a grande novidade do momento é que eu tomei vergonha na cara e comprei uma conta pro pro flickr organizei minhas fotos num grupo do flickr. logo, é possível ver fotos de desde o início da minha carreira de fotógrafa. rs

estreia a primeiríssima foto postada, tirada no dia que comprei a câmera digital que uso. minha amiga alice e a composição de verdes. confesso que na época eu jurava que essa foto era boa.

diva amiga alguns dias depois, eu e minha bff julie doiron.

queridos diogo e firmino no carnaval de 2007, das minhas primeiras fotos “lomo” – uma tentativa constante no flickr.

coletivo consuelo em porto de galinhas, com a própria consuelo à esquerda – 2007.

projeto de stickers com firmino pro SPA de 2007.

outra diva chan pertinho, 2007, no teatro do ibirapuera.

minha obra prima vitor, no início de 2008, aos 2 anos.

polaroid! para o vídeo sobre a formação da imagem.

outro formato de polaroid, da polaroid joycam. foto no hostel no rio, março de 2009.

dupla fotos recentemente reveladas, mas antigas.

livrinho

fiz um livrinho de páginas impressas a jato de tinta borradas e esta é a capa dele.

desenhei com nanquim, usei fitas adesivas preta e vermelha, colei selos de correspondências, pintei com lápis de cor. adoro o tigre, que é um carimbo de um ingresso de uma festa bicho-grilo para qual fui. fiz um pop up estranho também e aproveitei para dar um fim a uma cartela de adesivos que recebi ao comprar uns livros pela internet. usei letraset, lápis de cor, corretivo em fita e escrevi frases de músicas pop. as penas caligráficas riscaram letras no papel kraft de um envelope. também me ajudaram a esconder letras pretas que não borram com água.

fim:

tchuchucas

março passou e eu necas de comentar da minha ilustração pra continente #111. foi pra um artigo fera de fabiana moraes sobre o feminismo (aspas entre parênteses) de funkeiras como valesca popuzuda e tati quebra-barraco.

aconteceu com esse job duas situações comuns à vida do designer: retrabalho (a primeira solução que apresentei não foi aceita) e modificação da forma pra se adequar à função (é só comparar as ilustrações). falo isso não como lamento, mas como constatação de que são minoria os trabalhos intocáveis. e que o volume destes é proporcional à sua experiência. também queria dizer que essa ilustração acima nunca existiu. eu a materializei para que vocês vissem o que só eu via, porque ela tava no mundo imaginário dos projetos de design como você queria que eles fossem.

e eu, que comecei esse post sem nenhuma intenção de estabelecer uma metáfora forçada sobre ser designer e ter rebolado, terminei comprovando por que meu design é tão apalpável. (pfff) (rs)

na janela

ilsutração que fiz pra revista continente do mês de fevereiro. foi pra seção peleja sobre o espólio do artista (se tem de ficar com a família ou com o estado, no encalço da tragédia que aconteceu com a obra de oiticica).

fósforos

capa do livro

eu sabia que tinha um grande trabalho recente que eu tava esquecendo. é que, shame on me, ainda não tenho o livro de lula arraes que eu ilustrei. a noite sem sol foi publicado pela cepe em novembro e eu fiz a capa e as ilustrações internas. daí quando vejo, na revista continente deste mês, sai uma resenha sobre o livro e me lembro que tenho de falar dele pra vocês.

procurei um símbolo pro pessimismo que os contos de luiz arraes traziam, de uma sociedade ultra-violenta, de pessoas sem trato consigo e com outros. achei o fósforo, que está em todas as ilustrações do livro.

pra continente escolheram meu desenho favorito, o que fica antes do capítulo o jardineiro.