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de repente adicionei à minha (até curta) wishlist um tablet e não paro de idealizar como seria mais fácil a minha vida se eu tivesse um. deve ser porque meu mouse do laptop tá quebrado e eu tô fazendo tudo no touchpad, o que me torna uma heroína apenas um ser humano com necessidades de sobrevivência e não uma consumista fútil.

foto de 2007, em são paulo. é lá que cons vai ficar a partir do ano que vem pra fazer seu mestrado AÊêÊÊ FERA CFSH
outra coisa foi eu ter achado essa brincadeira tosca com um tablet genius, que me emprestaram por um tempo. se um tablet genius já me dava esse controle de fazer as linhas bem tronchinhas como eu gosto, imagina só eu comprando um wacom?

hoje, olhando os desenhos, dá pra perceber que o controle e a facilidade de fazer os traços é outro. sem contar as vantagens de nível de pressão que ficam super funcionando quando se configura os programas pra isso. esse desenho acima foi num software pra tablet que me indicaram uma vez em que pude usufruir melhor do instrumento.

desenho do teleco que fiz pra colocar nas etiquetas escolares dele do ano passado
eu poderia passar anos falando as vantagens que um tablet traria pra minha vida, mas vou parar porque vai parecer que tô querendo um presente de natal…
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mais fotos no flickr.
pra exemplificar o que eu falei, de que a foto nunca tem o destino que você traçou pra ela, tá aí a foto em que eu mais depositei minhas fichas:

na hora, a cena era linda. a sombra da planta sobre diogo, a posição da mão dele e os óculos sobre a barriga. consegui estragar o enquadramento e as cores/luz não ficaram como imaginei. mas ainda assim eu gosto.
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com muitas coisas a fazer e com uma encomenda de cartõezinhos moo, nem pude atualizar o flickr com as fotos novas que revelei. aproveitei uma promo de 50 cartões grátis, só pagando o envio, de 3 libras. médio me arrependi depois, porque tem uma tarja preta de propaganda gigante por cima dos cartões, mas é bom pra provar. de qualquer forma vou passar o estilete e dar uma cropada style.

born to be wild, foto de diogo
eu andei desencantada de fotografia, depois de ver que nada ficava como eu imaginava que seria. fotografar analogicamente requer paciência, uma virtude que não tenho. daí depois de muito quebrar a cara, eu que nunca tinha tido nenhuma pretensão desencanei para sempre e assumi minha condição de má fotógrafa.

essa foi a minha obra-prima no rolo
no momento eu tô deitando na cama. tenho umas câmeras pebas, uns filmes 120 mm e 35 mm e gosto mesmo é de foto de gente. de preferência fazendo dupla exposição com plantas ou mais gente.

gente, muita gente.
essas e mais outras fotos tão no flickr. depois coloco mais
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acordei cedo, tomei banho, coloquei uma roupa de sair e entrei no meu quarto.
começou o expediente em meu mais novo escritório.
brincadeira. mas não deixa de ser. saí ontem do estágio na revista continente, onde fiquei por seis meses e fiz grandes amizades. sair do estágio é como morrer: você nunca se despede de todo mundo, alguns acreditam na sua volta e todos têm palavras doces sobre você no dia seguinte, esquecendo por um momento todas as merdas que você fez.
e se a vida após a morte for fazer um pibic com dedicação exclusiva, sem muita gente pra conversar e sobre algo meio complicado, eu diria que estou no purgatório. mas claro, com dedicação e cheio de esperanças de chegar no céu.
bem, metáforas à parte (porque eu começo a viajar mesmo, nesse momento estou pensando quem seria são pedro), o meu the office agora é outro: saí do ramo dos papéis e entrei no das monografias e dos frilinhas de vez em quando.
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isso deve ser mais velho que a fome, o fontstruct, mas é superútil quando se tem a tarefa de desenvolver uma fonte modular stencil com 12 x 12 módulos quadrados. essa é a minha tarefinha de design de tipos e na imagem abaixo tem uma parte da fonte que vou apresentar hoje na orientação.

ps: eu sei que deveria estar fazendo fonte por fonte
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da oficina de jum nakao, pra uma pessoa que definitivamente não é de moda, ficou a frase: criar é um processo doloroso.
ele tem razão. fico só pensando o que precede quem. se diante a dor, existe uma necessidade fora-de-si de criar ou, contrário, se a criação só se concretiza por meio da dor.
como artista desisto, não consigo ir até a instância de jogar álcool na ferida recente. já na ciência, que só agora começo a ter responsabilidades além de entender o que já foi feito, mas de criar meus conhecimentos, estou em teste. nem por isso as dores ainda não se pronunciaram: fisicamente minha cabeça parece uma salada de gelatina chacoalhada e espiritualmente (!) sou só receio e dúvidas.
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caramba, deu aquela saudade de música do brasil, boa, então baixei ontem o transa e o clube da esquina 1.
o transa, ótimo, tipo eu tive muito com caetano na cabeça e foi ótimo.
mas o clube da esquina… isso só me lembra a minha nostalgia fim de 2005, verão, eu no carro indo a acaú. o canavial dos dois lados… sem falar que os cds são tipo nostalgia de amizade em si. além daquela “amanhã ou depois de amanhã” ter sido a trilha de caros amigos, aquela série ruim da globo, mas que mesmo assim me traz à cabeça a idéia impossível de meus amigos de mãos dadas rodando num círculo e eu com eles, tudo isto em slow motion, reveillon, numa praia.
blergh, se eu escutar esse cd por mais 3 segundos, me jogo do meu parapeito e, por azar, só quebro um braço, porque é baixinho.
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esta semana e a outra foram de despedidas.
terça passada dei xau ao meu aparelho fixo de contenção – que ficava por trás dos dentes posteriores inferiores - e também a dr. luciano. gente fina esse carioca e sua secretária que cuidaram maravilhosamente dos meus dentes por 7 anos. chuif.
ontem foi a vez do estúdio zero, onde estagiei por 6 meses. foi bem duro porque me apeguei à galera, ao cheiro de boldo da sala, à labradora, às possibilidades – mesmo remotas – de colocar muitas idéias pessoais em prática… (na verdade ainda tô na nostalgia pós-estágio)
o problema é que não achei a fórmula certa de dar tchau, uma frase só minha que eu direi para qualquer pessoa, com pequenas variações. devido ao carater derradeiro das despedidas, tem de ser conciso, direto, emotivo à medida, ter efeito e conter um pouco de esperança, pra mostrar que você gostou da pessoa.
“a gente se encontra nas quebradas da vida” me agrada, mas é só 90% meu estilo. estou fazendo umas alternativas com as palavras bueiros, ruas, botecos no lugar de quebradas mas ainda não cheguei ao tom.
enquanto isso, continuo na tática das promessas falsas, que sei que nunca cumprirei, mas não por falta de vontade. de tempo, talvez, mas isso no fundo é falta de vontade, logo é uma promessa falsa. no fim das contas todo mundo quer acreditar que tudo é definitivo.
[final etéreo]
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